O Brasil é mesmo um anão da diplomacia internacional?

O Brasil é mesmo um anão da diplomacia internacional?

A guerra na Faixa de Gaza segue a todo vapor, infelizmente.  Mais de 700 palestinos já morreram, milhares ficaram feridos, e dezenas de milhares estão sem teto.  Do lado de Israel, mais de 30 israelenses faleceram e dezenas ficaram feridos. Os terroristas do Hamas continuam a instalar seus lançadores de foguetes em instalações civis – hospitais, escolas da ONU, residências, mesquitas, dentre outros.  E continuam a lançar centenas de foguetes em direção a Israel, em uma atitude clara de ódio, que reflete aquilo em que acreditam: “Israel não tem o direito de existir”.  Todos os países do mundo têm, Israel não.  Há muitos anos, a famosa Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, declarou: “Nós somente teremos paz com os árabes quando eles amarem seus filhos mais do que nos odeiam”.  Sim, porque usar a própria população civil como “escudo humano”, reflete um ódio sem igual contra seu próprio povo.  E onde é que isso leva?  A mais mortes e destruição.  O governo brasileiro, em mais um arroubo de ignorância diplomática e visão unilateral declarou-se a favor dos palestinos em Gaza (e consequentemente dos terroristas assim considerados por todo o mundo), e disse que Israel deveria parar com os ataques contra a Faixa de Gaza – unilateralmente.  Sim, porque para o governo brasileiro, o fato de Israel ter milhares de foguetes lançados contra o seu território não significa nada.  Para estes “burrocratas” em relações internacionais, Israel deve ficar de braços cruzados, enquanto seus vizinhos hostis o atacam impiedosamente.  E se, por exemplo, estivéssemos em guerra contra a Argentina? (apenas um exemplo, já que somos tão amigos não é mesmo?) E se os argentinos lançassem milhares de foguetes contra cidades mais próximas deles como Porto Alegre, Curitiba, etc. Será que estas sumidades diplomáticas teriam a mesma opinião?  Como não podia deixar de ser, o Brasil foi declarado um “anão diplomático” pelo governo israelense.  Permitam-me acrescentar alguns adjetivos (nada contra os anões, sou fã do saudoso Nelson Ned!), mas “anões pernetas (existem?), cegos, e surdos”. Que grande ofensa nos chamar de anões. E aí o governo brasileiro retirou seu Embaixador em Tel Aviv. Uma medida séria diante de uma declaração verídica.  Já perceberam que o Brasil sempre fica do lado errado? É por isso que estamos do jeito que estamos… Sem comentários. Apenas algumas dicas: Petrobrás?  Copa do Mundo Fifa 2014? Mensalão? O Brasil ficou do lado do Hugo Chávez e agora do Maduro na Venezuela, do Fidel e agora do Raul Castro em Cuba, do louco do Ahmadinejad no Irã, do Putin na Rússia, que depois de anexar a Criméia, está apoiando grupos separatistas armados por eles na Ucrânia, o que tem dado uma grande dor de cabeça para todo o mundo. A tragédia mais recente é a derrubada de um avião comercial da Malaysian Airways sobre a Ucrânia, por um míssil “bok” presenteado aos rebeldes pela Rússia, causando a morte de quase 300 pessoas.  Não me lembro do Brasil ter retirado seu Embaixador em Moscou. Onde é que tudo isso vai parar?  Onde é que o Brasil vai parar?

 

Paul Phillips

MBA em Relações Internacionais e Negócios

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