A Situação entre Israel e os Palestinos

A Situação entre Israel e os Palestinos

Há pouco mais de uma semana, Israel começou outra guerra contra os palestinos (não existe ainda um território chamado Palestina), na Faixa de Gaza.  Os terroristas do Hamas e Jihad Islâmica voltaram a disparar muitas centenas de mísseis e foguetes contra o território israelense. Estima-se que eles têm um arsenal de 10.000 foguetes, fabricados principalmente no Irã e Síria. Isto sempre aconteceu, e durante o primeiro semestre desse ano, os ataques se tornaram mais freqüentes.  Estive em Israel em janeiro de 2014, em minha quinta viagem à região, e já havia temor de que a situação chegasse a esse ponto. É insustentável ter os cidadãos de um país – no caso Israel – sob a constante ameaça de foguetes lançados aleatoriamente contra seu território, com a possibilidade de matar civis inocentes. Sim, porque quem mais sofre é sempre a população civil. Nós suportaríamos isso no Brasil? É claro que não. Podemos imaginar nossos filhos e cônjuges sem poder sair de casa, com o risco de serem mortos por um foguete lançado sobre eles? Logicamente, Israel tem de se defender como faria qualquer país, e as Forças de Defesa de Israel (I.D.F.) tem se encarregado disto, com ataques aéreos contra a Faixa de Gaza.  Os alvos são as bases lançadoras de foguetes, depósitos de armamentos e casas de líderes terroristas. A região é a mais densamente habitada no mundo, um milhão seiscentas e cinqüenta mil pessoas se espremendo em um território de 41 km de extensão, e uma largura que varia entre os 6 e 12 Km, totalizando 360 Km². Em 2008, visitei um kibbutz (fazenda coletiva) que fica a aproximadamente 15 kms de Gaza, e fiquei surpreso com a linha do horizonte, com milhares de prédios à distância.  Infelizmente, os terroristas têm usado a tática dos “human shields” (escudos humanos), colocando civis inocentes exatamente onde a artilharia de Israel os alcança, ou seja; matam sua própria população, e se aproveitam da imprensa estrangeira sediada em Gaza para fazer propaganda, à custa de crianças, mulheres e idosos palestinos, que são alvos fáceis, apesar dos ataques com “precisão cirúrgica” da aviação israelense. E usam até instalações da ONU – que deveria ser neutra e tentar resolver a situação, mas sempre fica contra Israel – para instalar seus lançadores de foguetes. Hoje, dia 17 de julho, Israel começou uma ofensiva por terra com o objetivo de destruir os túneis entre a Faixa de Gaza e Israel. Até o momento, mais de 200 palestinos morreram e centenas ficaram feridos.  Israel contabilizou dois mortos e algumas dezenas de feridos. Israel tem o direito de defender seus cidadãos, custe o que custar.  A população palestina, que tem todo o direito de ter uma vida “normal”, trabalhando, estudando e cuidando de sua família e de seus afazeres, como a grande maioria tenta fazer, mais uma vez será a mais afetada.  Não por culpa de Israel.  Mas, por culpa dos terroristas que vivem em seu território. Os terroristas palestinos não respeitam nem a trégua que é determinada depois de exaustivas reuniões, como a que ocorreu a pouco no Cairo.  Hoje, deveria ter havido uma trégua de cinco horas, para dar tempo à população civil de se abastecer de víveres, e outros artigos de primeira necessidade, mas, depois de duas horas, os foguetes voltaram a ser lançados de Gaza contra Israel.  E como não podia deixar de ser, Israel revidou. O Presidente dos EUA, Barak Obama, disse hoje, que Israel tem o direito de defender seu território e seus cidadãos. Como é que alguém pode discordar desta afirmação?

 

Paul Robert Phillips

M.B.A. em Relações Internacionais

Especialista em Relações Internacionais

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